Mitos do Futebol De Toda Conversa De Bar – Copas 98, 94 e 82


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Toda conversa de bar ou em uma roda de amigos ao falarem de futebol, são abordados quase os mesmos temas.  São temas que acabam virando padrão como em conversa de elevador, que todo mundo ouve e acabam acatando.

 

Na maioria das vezes falam coisas que ouvem por aí de qualquer um e replicam nas conversas achando que é um expert em futebol, mas nem sempre são verdades. Principalmente hoje em dia que as informações são compartilhadas muito facilmente por qualquer pessoa pela internet e redes sociais.

 

Por isso destrinchamos 3 mitos do futebol do futebol de toda essas conversinhas sobre as copas de 98, 94 e 82 para você quebrar quando alguém afirmar um desses mitos. Agora você vai saber como argumentar nessas conversas com informações verdadeiras de especialistas que fazem sentido para qualquer um.

 

As informações foram tiradas do livro “Guia do politicamente incorreto do futebol” dos jornalistas Jones Rossi e Leonardo Mendes Júnior. Um livro que recomendo por ter muitas informações que me surpreenderam no mundo do futebol.

 

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Mitos do Futebol Copa de 98 – O Brasil vendeu a Copa e o Ronaldo teve convulsão antes da final.

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O placar arrasador por 3 a 0 na final da Copa do Mundo na França, contra a própria França, não foi muito digerida pelos brasileiros. Fazendo com que várias teorias da conspiração sobre o resultado rolassem na boca do povo.

 

Histórias envolvendo FIFA, CBF, Nike, Adidas (patrocinadora da seleção francesa na época) e até com Ronaldo Fenômeno foram criadas como justificativa pela maior derrota da seleção em uma final até então. Pessoas falando que aquela Copa do Mundo foi comprada pela França.

 

Entre as causas reais da derrota é o fato que o Brasil tinha um treinador ultrapassado que era o Zagallo.  Um grande exemplo disso foi uma declaração de Tostão à folha de São Paulo que Zagallo realizava o mesmo treino que fazia na Copa de 70 (28 anos atrás!).

 

Durante a Copa taticamente o Brasil era muito bagunçado e dependia de dribles e jogadas individuais de grandes jogadores que tinha. Sua defesa era fraca como comprovado no terceiro jogo na derrota por 2 a 1 sobre a Noruega na fase de grupos. Já a França demonstrou grande futebol desde o começo da competição dominando a posse de bola na maior parte dos jogos.

 

Na final com a França ficou claro durante o jogo que os jogadores estavam preocupados com Ronaldo devido à suposta convulsão antes do jogo. Um lance chamou atenção em que Ronaldo se chocou com Barthez (goleiro da França) em uma dividida e os jogadores correram desesperados para ver como estava o atacante.

 

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Segundo os médicos da França, Ronaldo não teve uma convulsão e sim uma crise nervosa. Se fosse diagnosticada uma convulsão Ronaldo nunca seria liberado pelos médicos, por que a atividade física aumentaria as chances de ter uma segunda convulsão. A crise nervosa seria bem compreensível já que tão jovem Ronaldinho era uma das esperanças de um país apaixonado em uma final da Copa do Mundo.

 

E assim foi se desenvolvendo a derrota para a França, em que a defesa largou Zidane na área para marcar dois gols de cabeça em dois escanteios. E esses gols foram parte da estratégia do técnico da França já que Zidane, que é meia, nunca foi conhecido por fazer gols de cabeça.

 

Por essa série de motivos pode se entender a derrota do Brasil através de várias causas mais plausíveis do que as bobagens que ouvimos por aí nas mesas de bar com os amigos, para você destruir na hora.

 

Mitos do futebol Copa de 94 – O Brasil 94 ganhou por sorte e só pela genialidade de Romário.

 

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Muita gente fala que o Brasil ganhou a Copa de 94 por pura raça, sorte e genialidade de um único jogador de frente que era o Romário. A verdade é que o Brasil de 94 jogava um futebol tão bom quanto a Espanha de 2010 de Xavi e Iniesta.

 

Obsessão pela posse de bola, a troca de passes constante, consistência defensiva e redução de espaços são algumas das características comuns das duas seleções campeões.

 

Então quer dizer que quem começou o tiki-taka do Barcelona de Guardiola, que era a base da Espanha na época, foi o Brasil de 94? Segundo o livro “Guia Politicamente Incorreto do Futebol” pode-se validar essa informação através de análises estatísticas das duas seleções, como posse de bola e quantidade de passes certos.

 

O Brasil de 94 em média tinha menos posse de bola do que a fúria de 2010, mas em compensação finalizava mais ao gol adversário.

 

O time de Parreira foi um dos times que melhor conseguiu introduzir o conceito ataque e defesa com eficiência máxima, segundo o próprio Parreira (que é questionado sua competência desde aquela época até hoje).

 

Ter um craque como Romário em 94, que é infinitamente melhor do que os jogadores da Espanha na mesma posição como Villa e Torres, faz muita diferença. Mas o time conseguia criar muitas jogadas para o baixinho arrematar, além de ter uma defesa sólida e bom domínio de posse de bola.

 

Mitos do futebol Copa 82 – O Brasil não mereceu perder a Copa.

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Desde que o Brasil ganhou a Copa do Mundo de 58, a seleção e os seus torcedores desenvolveram o chamado “ complexo do Pitbull”. A nossa seleção nunca é derrotado por causa da superioridade dos adversários. A culpa é sempre do treinador, de um erro crucial de algum jogador ou até de um erro de arbitragem. Tal complexo dura até hoje.

 

Uma discussão que vai durar para sempre é se o Brasil de 82 foi a seleção mais forte de todos os tempos. Nas mesas de bares do país e debates na TV sempre vai ter um saudosista falando com entusiasmo que viu a seleção do mestre Telê Santana, comandado por Zico, Sócrates e Falcão.

 

Todos os brasileiros falavam que o mundo ignorou o futebol bonito da nossa seleção pelo futebol defensivo e tático da Itália bicampeã do mundo que ganhou de 3 a 2 (O Brasil precisava de um empate). Apesar da campanha arrasadora naquela Copa dando um verdadeiro show nos adversários, eis a verdade… O Brasil mereceu perder para a Itália.

 

Não podemos negar que essa seleção é uma das mais fortes de toda história do futebol e que jogou um futebol bonito. Também não podemos negar que os adversários que o Brasil ganhou nessa Copa eram fracos. A mais forte era a Argentina de Maradona que a Itália também venceu com autoridade.

 

No confronto da chamada eliminação melancólica, o Brasil apresentou falhas primárias taticamente como, por exemplo, deixando o lateral Leandro sem auxílio defensivo e ofensivo.

 

Outro adversário que pode ter entrado fora de campo contra o Brasil foi o dinheiro. Na época o dinheiro começava a jorrar com mais intensidade com a entrada de patrocínios de grandes empresas.

 

Edinho, zagueiro reserva, deu declarações desabafando que jogadores ganhavam mil dólares ao comemorar na frente de uma placa publicitária.  Empresas como Coca Cola e Topper já faziam campanhas caso Zico e Sócrates ficassem fora da Copa.

 

Na manhã antes do confronto da Itália, a CBF divulgou o bicho para os jogadores caso o Brasil conquiste o título. No ônibus que levou os jogadores para o estádio, só se falava em dinheiro e não tinha como ter concentração segundo o zagueiro Edinho. O Brasil foi derrotado também por uma das maiores tentações do ser humano: o dinheiro.

 

Enzo

Enzo

Apaixonado por futebol, jogador habilidoso e profundo expert em futebol.

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